As exportações das 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) para os Estados Unidos alcançaram US$ 4,685 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, contra US$ 4,055 bilhões no mesmo período de 2025. O crescimento de 15,54% injetou US$ 630,3 milhões na economia regional, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).
Paulínia se consolidou como o quarto maior polo exportador da região para o mercado norte-americano, registrando US$ 571,1 milhões. O município ficou atrás apenas de Campinas (US$ 1 bi), Indaiatuba (US$ 656,5 mi) e Americana (US$ 632,7 mi). Juntas, as quatro cidades concentraram a maior parte das vendas da RMC aos EUA.
A pauta exportadora de Paulínia é quase totalmente dominada pelas indústrias química, agroquímica e de refino. A cidade envia principalmente produtos químicos orgânicos e defensivos agrícolas (herbicidas e inseticidas), além de derivados de petróleo e insumos petroquímicos, impulsionados pela Replan. Resinas plásticas, polímeros e compostos de borracha também se destacam.
Apesar da posição de destaque no topo do ranking, Paulínia teve a maior redução no comparativo anual, com queda de US$ 76,46 milhões. Em contrapartida, 16 das 20 cidades registraram alta, lideradas por Americana (+US$ 239,65 mi) e Campinas (+US$ 156,9 mi).
➡️ Contramão do cenário nacional
O bom desempenho da RMC contrasta diretamente com o cenário brasileiro apontado pela Amcham. Segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA, as exportações nacionais para os Estados Unidos caíram 6,5% no acumulado até setembro, totalizando US$ 27,5 bilhões — apesar do forte alívio observado no mês de setembro, que registrou alta de 31,9% ante o mesmo mês de 2025.
