A um custo superior a R$ 10 milhões, o governo Du Cazellato contratou a FIPE, sem licitação, para elaborar o Plano de Mobilidade Urbana e o Plano Diretor de Paulínia. A medida foi uma imposição do Ministério Público após Ação Civil Pública, motivada pela validade expirada do plano diretor de 2006, em desacordo com o Estatuto da Cidade. Contudo, o estudo da FIPE foi apressado e sem amplo debate com a sociedade. As audiências públicas realizadas nas regiões tiveram caráter meramente figurativo. Exemplo claro disso ocorreu no Parque da Represa, onde a participação foi mais ativa, mas as sugestões dos moradores foram ignoradas no texto final. O problema central já era previsto. Desde a denúncia de 2020, o MP e o denunciante alertavam para a tragédia que seria a liberação desordenada de condomínios. Na época, projetavam-se 74 novos empreendimentos, número que, posteriormente, dobrou. Apesar do alarme, os relatórios técnicos das secretarias municipais foram assustadoramente in...