TBT: A conta chegou? Hoje lembramos que a expansão de novos condomínios durante a gestão Du Cazellato pode ter contribuído para travar o trânsito de Paulínia
Na última terça-feira (25), o trânsito em Paulínia viveu momentos de caos. Longos congestionamentos travaram o fluxo em diversas vias do município e na Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332). O episódio passa longe de ser novidade: anos atrás, os próprios munícipes já alertavam que a expansão imobiliária desordenada traria sérios gargalos à mobilidade urbana. A conta, ao que parece, finalmente chegou.
O avanço acelerado de novos loteamentos — concentrado principalmente na gestão do ex-prefeito Du Cazellato — bateu recordes na liberação de condomínios. Foram mais de 50 empreendimentos aprovados, em sua maioria de alto padrão. O modelo atraiu milhares de novos moradores e expandiu a população sem o acompanhamento proporcional de investimentos públicos na infraestrutura viária do município.
Enquanto o volume de veículos disparou, a malha viária permaneceu praticamente a mesma de duas décadas atrás. Com exceção da nova ponte, a administração anterior não executou grandes intervenções na mobilidade. O resultado é o que se vê hoje: sobrecarga extrema do sistema nos horários de pico. Para piorar, obras recentes na SP-332 têm agravado ainda mais a situação.
Lembrando que, em 2022, a gestão Cazellato gastou R$ 5 milhões dos cofres públicos na contratação da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para um serviço de apoio, assessoria e gestão de mobilidade urbana, para elaboração do Plano de Mobilidade Urbana em Paulínia.
Questionamentos
A proliferação de empreendimentos gerou forte reação na comunidade durante a gestão Cazellato. Moradores moveram ações populares para questionar a legalidade das aprovações concedidas supostamente sem a devida apresentação de estudos de impacto ambiental, de vizinhança e de infraestrutura básica e viária.
As ações apontaram que a cidade teria operado sem um Plano de Desenvolvimento Urbano atualizado. Dezenas de loteamentos teriam sido liberados à margem de diretrizes urbanísticas. Algo que pode ter contribuído para o cenário caótico do trânsito na cidade.
