SERVIDORES: Sindicato conquista desbloqueio de contas e presidente esclarece origem de dívida histórica
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Paulínia (STSPMP) conquistou o desbloqueio de suas contas bancárias após uma intensa mobilização jurídica. A medida drástica de bloqueio ocorreu devido a uma dívida milionária herdada de 2011.
Na época, a gestão então presidida por Eudinei Cabral decidiu manter uma greve durante o governo Pavan mesmo após ordem judicial que exigia 70% dos serviços em funcionamento, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Segundo o atual presidente, o gcm Rodrigo Macelari, o descumprimento da ordem gerou uma punição inicial de R$ 4,9 milhões (referente a 49 dias úteis de paralisação), que hoje alcança cerca de R$ 13 milhões devido às atualizações monetárias ao longo dos anos.
Embora a entidade contasse com a receita do imposto sindical obrigatório até 2017 para negociar ou quitar o valor, a disputa ficou restrita à esfera judicial, sem que soluções ou acordos com a Administração Municipal fossem buscados pelas gestões passadas.
A atual diretoria, embora não seja a responsável pela origem do problema, assumiu o compromisso de solucionar o passivo com transparência, disse Macelari. O desbloqueio foi viabilizado por meio de um acordo que limita o pagamento a 5% da arrecadação mensal da entidade.
A medida preserva o funcionamento e os serviços essenciais do sindicato. Uma audiência de conciliação será agendada pela Justiça para formalizar os detalhes. Valores retidos anteriormente (incluindo convênios) seguem penhorados, mas o STSPMP atua para liberá-los por pertencerem diretamente aos servidores.
Não conseguimos contato com o ex-presidente da entidade para falar sobre a dívida, mas o espaço segue aberto.
