A greve dos trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia (Replan), iniciada no dia 15 de junho, chegou ao fim nesta quarta-feira (1º). A categoria aprovou a proposta de acordo apresentada pelas empresas contratantes, encerrando uma paralisação de 15 dias que foi marcada por intensos impasses nas negociações, além de episódios de violência e intimidação.
O movimento, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região (Sinticom), teve forte impacto nas operações, atingindo 80% de adesão da categoria. Os operários reivindicavam melhores condições de trabalho e valorização profissional.
As negociações que selaram o fim do movimento resultaram em avanços financeiros significativos para os trabalhadores. O acordo estabelece:
Nota: Todos os reajustes salariais e de benefícios de alimentação aprovados são retroativos a 1º de maio.
Em relação aos 12 dias úteis em que as atividades ficaram paralisadas, ficou definido o abono de 50% dos dias, enquanto os 50% restantes deverão ser compensados pelos funcionários.
Apesar do desfecho favorável às pautas econômicas, o período de greve expôs um cenário de alta hostilidade.
O Sinticom e o Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro) denunciaram formalmente que trabalhadores e dirigentes sindicalistas foram alvos de ataques por parte de seguranças privados e policiais à paisana. As agressões físicas relatadas resultaram, inclusive, na hospitalização de operários.
Durante todo o conflito, a Petrobras manteve o posicionamento oficial de que não possui responsabilidade direta sobre as relações trabalhistas das empresas terceirizadas que prestam serviços em suas unidades.
