▪️Mas conflito no Oriente Médio dispara preços nas bombas
A Refinaria de Paulínia (Replan), maior unidade de refino da Petrobras, encerrou o mês de fevereiro com um crescimento expressivo na produção de diesel. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a unidade produziu 976,5 milhões de litros do combustível, uma alta de 24,8% em comparação aos 782,2 milhões de litros registrados no mesmo período do ano anterior.
Apesar do desempenho operacional robusto, o cenário para o bolso do brasileiro é de alerta. O aumento no volume produzido ocorreu pouco antes da escalada de tensões no Oriente Médio, que alterou drasticamente o mercado global de energia.
▪️O impacto do conflito internacional
O equilíbrio entre oferta e demanda foi rompido em 28 de fevereiro, data que marcou o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O conflito direto no coração da produção petrolífera mundial gerou uma reação imediata nos preços internacionais, cujos reflexos chegaram rapidamente aos postos brasileiros.
De acordo com o levantamento mais recente da ANP, divulgado na última sexta-feira (27), o impacto é severo:
Preço médio anterior: R$ 6,03
Preço médio atual: R$ 7,45
Variação acumulada: Alta de quase 24% desde o início do conflito.
▪️Perspectivas
Embora a capacidade técnica da Replan demonstre eficiência em suprir o mercado interno, o preço do diesel no Brasil segue atrelado às volatilidades externas. O setor de transportes e logística, que depende diretamente do combustível, já começa a repassar os custos, o que pode gerar um efeito cascata na inflação de alimentos e produtos de consumo nos próximos meses.
