Sindicato solicita a abertura de duas Comissões para apurar problemas estruturais nas unidades de ensino de Paulínia
No último dia 15, o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia (STSPMP), protocolou na Câmara Municipal um documento endereçado ao presidente da Casa, Edilsinho Rodrigues (Solidariedade), a fim de solicitar a abertura de duas comissões.
Uma para apurar os problemas estruturais das unidades escolares da rede municipal de Paulínia e outra para apurar a responsabilidade de agentes políticos do Poder Executivo, inclusive o prefeito Du Cazellato, quanto às omissões diante das péssimas condições estruturais das unidades escolares de Paulínia.
Há tempos, o Sindicato vem apontando as precárias condições físicas de muitas unidades escolares, também já denunciadas pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que havia cobrado melhorias nas unidades de ensino.
Dentre os problemas apontados temos: rachaduras, problemas na fiação, salas de aula superaquecidas e sem ar-condicionado e muitas vezes com poucos ventiladores, sem circulação de ar, falta de limpeza adequada, falta de exaustor nas cozinhas, falta de acessibilidade nos prédios, ausência de controle de acesso e segurança de forma geral, trazendo riscos reais à toda comunidade escolar, crianças, jovens e servidores públicos.
Antes do início da sessão ordinária da Câmara, também no último dia 15, a presidente da entidade leu publicamente no plenário da Casa de Leis para os vereadores, um manifesto dos professores da rede municipal de educação.
Lembrando que é de conhecimento público os fatos ocorridos no dia 9 de outubro, na Escola Municipal Leonor Jacinto de Campos Pietrobom, quando ocorreu a queda do teto de drywall sobre funcionárias da escola, causando lesões leves.
O Sindicato já havia noticiado outras denúncias recebidas, mas sem soluções efetivas dos problemas apontados. A CIPA apresentou diversos relatórios apontando questões estruturais, no entanto, a maioria dos pontos permanecem sem respostas e sem ações efetivas, lembrando que a CIPA só foi implantada em janeiro de 2023 após uma conquista do Sindicato junto ao Ministério Público do Trabalho.
Em 4/12/2023, a CIPA protocolou junto à Prefeitura um relatório detalhado sobre a inspeção feita na mencionada unidade escolar (protocolo nº 36.025/2023), em que informou: rachaduras nas paredes, queda de pedaços de reboco, luminárias sem trava de segurança, ferrugem no batente, piso quebrado, fios expostos, janelas quebradas, calor excessivo nas salas de aula, principalmente no período da tarde, entre outros.
Na escola, a CIPA fez um protocolo em 20/12/2023 (protocolo n.º 37.571/2023) detalhando as irregularidades e que informou a Prefeitura sobre: janelas quebradas, fiação exposta, excesso de calor nas salas de aula, luminárias sem proteção de queda, acumulo de poeira nas janelas, inexistência de escada de incêndio de fuga alternativa, ausência de extintores, hidrante desligado, falta de ventilação, entre outros.
Em 30/11/2023, a CIPA realizou protocolo n.º 35.710/2023 solicitando providências contra a grave condição do equipamento público mencionado. Na ocasião, a Prefeitura foi informada sobre: fiação com risco de choque e superaquecimento, porta automática com defeito, não possui nenhuma janela, quadro de energia com sinais de infiltração, hidrantes inoperantes, acúmulo de material inflamável, entre outros.
Em 8/3/2023, a CIPA realizou protocolo com a inspeção realizada na referida escola em 25/1/2023, em que notificou a Prefeitura sobre: tomadas sem proteção, lâmpadas sem proteção antiqueda, janelas emperradas, extintor com lacre rompido, salas com temperatura inadequada, iluminação insuficiente, forro se soltando, infiltração de água pela parte elétrica, rachaduras nas paredes, fiação exposta, entre outros.

